Declaração do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia por motivo de agravamento violento da situação nos certos distritos das províncias de Donetsk e Lugansk da Ucrânia
27 julho 2016 12:07

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia está muito preocupado por motivo de agravamento violento da situação de segurança na zona de realização das operações antiterroristas.

Apenas no período de 22-24 de Julho os militantes apoiados pela Federação Russa atiraram 189 vezes contra as posições das Forças Armadas da Ucrânia. Além disso eles continuam a usar de um modo demonstrativo e arrogante as armas, que há tempo deviam ser afastadas da linha de contacto em harmonia com os Acordos de Minsk.

As posições dos militares ucranianos e os objetos civis, inclusive as casas de moradores, eram bombardeados 89 vezes por sistemas de artilharia do calibre de 122 mm, 30 vezes por morteiros do calibre de 120 mm, 50 vezes por morteiros do calibre de 82 mm. Na zona das povoações de Novozvanivka, Trudovske e Avdiivka tinham lugar 6 combates que resultaram de perdas da parte do efectivo que participava nas operações antiterroristas.

Continua ser notada presença de grande quantidade do armamento pesado russo perto da linha divisória, que deveria ter sido afastado em conformidade com os Acordos de Minsk.

Firme escalamento da situação de segurança ocorre sobre o fundo do fornecimento em massa pela Federação Russa da técnica militar, do armamento e munições, envio para Donbas dos mercenários novos e dos militares profissionais do exército russo.

A partir do início do julho deste ano 19 comboios com armamento e técnica militar atravessaram da parte da Federação Russa o sector não controlado da fronteira entre a Ucrânia e a Rússia. Tendo violado as normas do direito internacional e as obrigações no campo de controle pela exportação dos armamentos, a Rússia fez entrar 19 carros de combate T-72, 3 sistemas de artilharia a reação “Grad”, 2 canhões de assalto, 11 veículos de transporte blindados e veículos blindados de infantaria.

Da parte da Federação Russa também foram fornecidos 130 vagões-cisternas  (6600 toneladas) de combustível e material de lubrificação e 14 vagões de munições (cerca de 560 toneladas). Para o território que temporariamente não está sob o controle entraram 9 colunas de veículos compostas de 44 camiões de munições, de 34 veículos de abastecimento de combustível, 77 veículos.

Os aparelhos aéreos autopilotados russos três vezes violaram a fronteira entre a Ucrânia e a Rússia e depois ter concluído as tarefas de reconhecimento no espaço aéreo Ucraniano voltaram às suas bases no território da Federação Russa.

Avista-se bem claramente a linha orientada à intimidação dos observadores da Missão especial de monitorização (MEM) da OSCE na Ucrânia, criação dos obstáculos para eles exercerem sua atividade de monitorização e verificação de acordo com o mandato, que foi aprovado inclusive pela Federação Russa.  

Posterior limitação do acesso dos observadores da MEM da OSCE aos distritos, que temporariamente não estão sob o controle da Ucrânia, inclusive os distritos adjacentes à fronteira entre a Ucrânia e a Rússia, bloqueio da atividade da Missão através de falta de concessão de autorização para posterior alargamento da sua presença nos territórios não controlados, organização das ações de protesto pagas e bem orquestradas e também da “resistência não armada” às intenções da MEM da OSCE de exercer devidamente as suas funções, - tudo isso pode servir de prova disso.

É óbvio que a tese sobre assim chamada natureza “interna ucraniana” do conflito em Donbas, que Moscovo tenta ativamente impor à comunidade internacional, é apenas a tentativa da Federação Russa de desviar a todo custo atenção do seu papel verdadeiro como o organizador e participante direto e a parte deste conflito.

Esta retórica do Kremlin está confirmada pela posição da delegação da Federação Russa durante as negociações em Minsk, onde ela tenta de exercer o papel do observador estranho e do advogado dos grupos armados ilegítimos das certas províncias de Donbas em vez de faze-los cumprir na plenitude os Acordos de Minsk.

A Rússia demonstra também atitude semelhante relativamente aos acordos do “Formato Normando”, recusando de cumpri-los ou tentando conscientemente de violar seu conteúdo. Em particular,  se trata dos princípios de quadro de separação das forças ao longo da linha divisória, que foram concordados pelos conselheiros militares deste formato em 15-16 de junho de 2016.

Temos que constar, que os líderes dos militantes em Donetsk e Lugansk e seus patrões de Kremlin conscientemente escolheram o caminho de escalamento do conflito em vez da sua solução pacífica através da implementação consecutiva dos Acordos de Minsk.

Está claro, que as provocações armadas realizadas por grupos armados ilegítimos exigirão da parte das Forças Armadas da Ucrânia execução das ações decididas em resposta para fazer os terroristas desistir dos planos de escalamento do conflito por força.    

Cumprindo firmemente as suas obrigações a parte Ucraniana continuará a fazer todo o necessário para que parem de perder a vida as pessoas em Donbas, e no território temporariamente ocupado sejam restabelecidos a vida pacífica, a ordem constitucional e o respeito dos direitos humanos.

Exigimos da Federação Russa como a parte dos Acordos de Minsk assegurar imediatamente cumprimento das suas obrigações, retirar do território de Donbas os militares, os mercenários e o armamento, parar fornecimento ilegítimo do armamento e técnica militar aos militantes, desbloquear o funcionamento da MEM da OSCE.

Dirigimos aos parceiros internacionais com a solicitação de aumentar pressão política e diplomática ao Kremlin para cessar o escalamento perigoso da tensão em Donbas.

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